A economia em tempos da pandemia do coronavírus

Isabella Schmitt
20 de março de 2020

Atualmente vivemos uma situação de pandemia global causada pelo Coronavírus. O vírus que tem uma fácil transmissão também apresenta sintomas similares aos dos resfriados mais comuns. O repentino surgimento pegou o mundo todo desprevenido, pelo seu tamanho e impacto já é considerado um marco na história. Além da preocupação com a saúde da população, existem uma série de setores que são drasticamente atingidos pelas medidas de quarentena, um desses setores é a economia. Mas afinal, quais os impactos e medidas a serem tomadas?

Antes de tudo, vamos entender o que é Coronavírus

O coronavírus ou Covid-19, como também é chamado, apareceu no março de 2019 em uma pesquisa dos biólogos Yi Fan e Peng Zhou do Instituto de Virologia de Wuhan, nessa pesquisa os dois biólogos já citavam uma possível epidemia causada pelo Covid-19: “É altamente provável que surtos futuros de coronavírus se originem de morcegos, e há uma probabilidade maior de que isso ocorra na China”. 

A pesquisa que em um primeiro momento não chamou a atenção e nem causou grande impacto entre a comunidade acadêmica, porém premeditou um encadeamento de casos que surgiram dez meses após ser publicada. Mas se pesquisarmos mais a fundo, existem indícios históricos que apontam que o coronavírus existe a várias décadas no planeta terra, o que acontece é que recentemente uma nova variável apareceu, vindo dos morcegos, sendo denominada Sars-Cov-2, ou coronavírus como conhecemos. Essa variável do vírus pode se manifestar de várias formas, sendo elas:

  • Febre;
  • Dor de garganta;
  • Tosse seca;
  • Dificuldade respiratória leve à aguda;
  • Dores musculares;
  • Congestão nasal;
  • Coriza;
  • Diarreia.

Esses sintomas são muito similares aos resfriados que estamos acostumados. A diferença é que esses sintomas variam de pessoa para pessoa. Alguns podem apresentar dois dos sintomas, todos eles juntos ou simplesmente não apresentar nada. A diferença desse vírus para os resfriados mais comuns é que com a decorrer do tempo os sintomas permanecem e pioram. 

Vale ressaltar…

A principal recomendação é que se você apresentar febre e mais um dos outros sintomas ou dificuldade respiratória grave, teve contato com alguém com suspeita ou confirmação de coronavírus, ligue para a vigilância em saúde da sua região. São eles que irão informar as próximas medidas de segurança que devem ser tomadas. 

Algumas medidas preventivas devem ser redobradas…

As medidas de prevenção continuam valendo mesmo para quem está em casa. E principalmente se você ainda tem que sair do ambiente domiciliar e estará em contato com o público. Procure sempre:

  • Lavar muito bem as mãos com água e sabão;
  • Usar álcool em gel;
  • Limpar superfícies e aparelhos com álcool isopropílico ou ácido acético (aquele encontrado no vinagre);
  • Se apresenta sintomas de resfriado use máscara ao sair em público e se tem contato diário com pessoas do grupo de risco;
  • Evite contatos próximos e locais públicos;
  • Respeite o resguardo recomendado pelo médico;
  • Ao tossir e espirrar utilizar a parte interna do cotovelo.

A diferença entre…

É importante sempre ter em mente que existe diferença entre pandemia e epidemia, é normal que exista confusão diante desses dois conceitos, por isso trazemos a explicação simples e direta do Infoescola:

Pandemia

“A pandemia é uma epidemia que atinge grandes proporções, podendo se espalhar por um ou mais continentes ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes ou destruindo cidades e regiões inteiras.”

Epidemia

“É uma doença infecciosa e transmissível que ocorre numa comunidade ou região e pode se espalhar rapidamente entre as pessoas de outras regiões, originando um surto epidêmico. Isso poderá ocorrer por causa de um grande desequilíbrio (mutação) do agente transmissor da doença ou pelo surgimento de um novo agente (desconhecido).”

Os impactos na economia…

Os impactos econômicos já são visíveis na economia brasileira. Desde o anúncio dos primeiros casos no país a bolsa de valores vêm apresentando queda drástica, situação essa que lembra em muitos aspectos a crise econômica vivenciada em 2008. Além na queda da bolsa, a própria indústria, comércio, entre outros setores se encontra em um cenário delicado, por conta da diminuição da circulação da população nas ruas, em razão das medidas de quarentena preventivas.

Sem muitas certezas e possibilidade de realizar projeções de como será a economia nos próximos meses, o ministro da economia Paulo Guedes, anunciou nesta semana algumas medidas para garantir, e tentar manter, a economia o mais estável possível. Dentro dessas medidas anunciadas no início da semana estão:

  • Antecipação da primeira parte do 13º salário para abril e a outra metade para maio; para aposentados e pensionistas;
  • Antecipação do abono salarial PIS/Pasep para junho;
  • Além de pacotes e benefícios para os setores e indústria mais afetados.
  • Aumento de cadastros no programa social Bolsa Família.

Mas para saber os reais impactos e realizar uma estimativa de quanto tempo levará para uma recuperação inicial da economia levará alguns meses, já que os dados que temos no momento sofrem constante alteração. Os especialistas no assunto se dividem quanto as suas perspectivas sobre o cenário. Em meios tantas incertezas e visão negativa a curto prazo é necessário manter o otimismo diante das futuras análises econômicas.

Vale lembrar que cenários assim já marcam a história como o Crash de 1929, ou com a crise do petróleo na década de 70 e alguns ainda buscam semelhanças com a crise de 2008. Todos esses marcos trouxeram lições durante seu período de recuperação que poderão servir de base para a recuperação dessa atual pandemia econômica.

Segundo uma publicação do El País que traz justamente essas visões de especialistas que buscam semelhanças no que vivemos atualmente com fatos que já marcaram a história econômica mundial. “A economia mundial entrou num terreno inóspito e terá que esperar meses para ver o alcance real do golpe em toda a sua extensão. Mas estamos diante de algo diferente, e ainda veremos se é mais ou menos grave: nenhuma recessão (que já é o cenário-base de todos na Europa, incluindo Bruxelas) é igual à anterior”. 

Toda essa situação deixa em aberto os futuros rumos que chegarão a economia e em como será elaborado o plano de recuperação, a alternativa é ir aos poucos mapeando os resultados e torcer para que toda essa pandemia se encerre quanto antes. 

Neste período pensar no próximo é tão fundamental quanto pensar em nós mesmos. É muito importante manter a calma, buscar por informações checadas e em fontes seguranças, você não precisa estocar comida em casa como se houvesse uma guerra eminente. Busque por comprar o essencial, sempre que possível evitando aglomerações. Muito mais do que nos preocuparmos com a economia futura, precisamos ter consciência e calma no momento atual. O vírus e a pandemia irão passar, basta se manter informado e calmo.