PIX: o modelo que promete trazer agilidade para transferências e pagamentos

Isabella Schmitt
14 de abril de 2020

2020 começou com novidades anunciadas pelo Banco Central, muitas dessas mudanças já tinham sido comentadas ainda no final de 2019. E uma dessas novidades é o PIX, o mais novo serviço de pagamento que o Banco Central promete vir para facilitar os processos de transferências bancárias e a forma como realizamos os pagamentos do dia a dia. Mas antes dele estar disponível é importante entender como ele funciona!


Mas o que é o PIX?

O PIX é a mais nova ferramenta lançada pelo Banco Central onde o consumidor pode optar por realizar transferências, de modo rápido e instantâneo, direto do seu celular.

Esse serviço irá contar com custos de operação menores do que os tradicionais cobrados pelos bancos e instituições financeiras. Se tornando assim, uma alternativa mais barata das quais já estamos acostumados a utilizar.

A proposta do PIX surgiu ainda no final do ano 2019 quando o Banco Central anunciou uma série de medidas que prometem trazer competitividade para o mercado bancário, e com isso, as tendências de pagamentos instantâneos que já são populares no exterior para serem implementadas de forma gradual no país. Falamos mais sobre isso nesta publicação, Era dos pagamentos instantâneos.

O Banco Central prevê que a partir do dia 16 de novembro o PIX estará disponível nas plataformas digitais de todas as instituições financeiras e de pagamento que possuem mais de 500 mil contas, obrigatoriamente. O que significa que os maiores bancos e grande parte das instituições financeiras, digitais ou não, terão que disponibilizar o serviço.

E como ele vai funcionar?

Como já mencionado, o principal objetivo do PIX é diminuir custos e deixar a critério da população a liberdade de poder realizar pagamentos e transferências a qualquer dia da semana e em qualquer horário, de forma segura e imediata.

Diferente dos modelos de TEDs, DOCs e Boletos bancários, onde existem pré requisitos para a realização de pagamentos e transferências, que vão desde a limite de horário imposto pelo banco a até só ser possível realizá-los em dias úteis da semana. Esses serviços tradicionais ainda podem levar de duas horas a até três dias úteis para serem concluídos. Além de contarem com custos elevados por cada utilização do serviço, o que acaba pesando no bolso e fazendo muitos buscarem por instituições financeiras, como os bancos digitais, que disponibilizam esses serviços sem taxas.

Para realizar essas transações tanto o pagador (quem envia o dinheiro) quanto o recebedor (que vai receber a quantia) não precisam ter conta na mesma instituição além de poderem ser feitas, segundo o Banco Central:

  • Entre pessoas físicas;
  • Entre pessoas físicas e estabelecimentos comerciais;
  • Entre os estabelecimentos comerciais;
  • Entre figuras governamentais, no caso de impostos e taxas.

Transação via QR Code

Além de poder utilizar o PIX do formato tradicional, assim como são executados os TEDs, DOCs onde é necessário informar alguns dados pessoas como número de celular, email, cpf ou cnpj o usuário também pode optar por usar o QR Code, que terá duas versões: estáticos e dinâmico para realizar pagamentos e até transferências.

As transações realizadas por Qr Code são instantâneas e podem levar menos de 10 segundos para serem concluídas, além de serem divididas em duas variedades:

QR Code estático

Pode ser usado por múltiplas transações e permitirá que seja definido um valor. Ele pode ser tanto usado por estabelecimentos quanto entre pessoas físicas.

QR Code dinâmico

Esse formato já é mais indicado para transações efetuadas entres pessoas físicas e estabelecimentos, já que poderá apresentar informações diferentes a cada transação e ainda permite que sejam acrescentadas informações adicionais na transação.

Além disso

O PIX se apresenta bem mais versátil do que poderíamos imaginar, pois, além de conter modernidade e tecnologia que oferecem QR Code e transferências a todos á qualquer hora do dia e em qualquer dia, ele ainda conta com a facilidade poder ser usado para comprar tanto fisicamente quanto via internet, além de, realizar pagamentos de contas, como:

  • Água;
  • Telefone;
  • Taxa de emissão de passaporte;
  • Luz;
  • Transportes públicos;
  • Compras online.

O que, segundo o Banco Central, promete compensar de forma imediata o valor, evitando assim cortes ou suspensão de serviços caso haja algum atraso no pagamento de contas.


Essas mudanças surgem nesse momento para trazer uma maior competitividade no mercado financeiro, para que assim as taxas envolvendo cada operação reduzam, assim como, uma maior competitividade financeira surja para beneficiar que utiliza frequentemente esses serviços.

Mesmo o PIX só sendo disponibilizado para uso em novembro é bem importante ficar atento às taxas e condições que cada banco e instituição financeira tem liberdade para impor ao novo serviço. Além o Banco Central deixa claro que cada um dos bancos e instituições financeiras poderão oferecer suas próprias soluções para facilitar a experiência dos seus clientes, e assim, criarem seu diferencial diante das concorrentes.